"Há momentos na vida em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir."
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Um pouco de mim..
Sou filha única, mas tenho uma prima que é quase uma irmã.
E por isso, não sou tão mimada...conheço quem tem 10 mil irmãos e é mais mimado que eu.
Muitos me conhecem só pelo meu apelido.
Conheço muita gente, muita msm...mas amigos mesmo, ''sei'' que são poucos os que ''levo'' cmg.
Tenho um grupo de mais ou menos 15 amigas que andam juntas a mais ou menos 10 anos.
Minha mãe é sem dúvidas a melhor mãe do mundo...e amiga tb.
Tenho meus pais como meus eternos aliados.
Agradecerei eternamente por tudo que eles fizeram e fazem por mim.
Sou do signo de câncer...por tanto muito romântica.
Sou apaixonada por borboletas...e sonho um dia estar entre elas.
Amo chocolate. Mas muito mesmo.
Sou morena e vou morrer morena.
Tenho os meus ciúmes.
Acredito que pessoas erram e se arrependem de verdade.
Acredito no perdão e no poder de um abraço.
''Prefiro'' doce... (apesar de amar torta de frangO).
AMO comer besteiras.
Sou chata demais, mas sou extremamente legal.
Gosto muito de falar...e fala com todo mundO.
Não acredito em felizes para sempre, mas acho demais o tentaram loucamente.
Sou viciada em ler.
Adooooro idosos e suas sabedorias.
Sinto falta da minha Avó.
Aprendi muito mais do que ensinei.
Ainda tenho muito que aprender.
Todo mundo mente...mas que existem mentiras e mentiras, isso é fato.
Amor virou banal...mas o meu não.
Sem minha família e minhas amigas, minha vida não teria sentido.
Namorar não é perder tempo, é crescimento.
Só água mata minha sede.
Cerveja de dia.
Vodka à noite.
Espumante pra perder a noção.
Mcdonalds cura ressaca.
Domingo é dia de preguiça.
Falo palavrão.
Tenho várias manias.
Sou organizada até demais.
Prefiro o campo.
Não suporto calor demais e amo frio.
Junho é o melhor mês do ano.
Festas Juninas!
Apesar de dizerem que não, eu sou muito tímida.
"Te amo" não sai fácil, mas quando sai é de verdade.
Respiro música.
Meu ipod é minha melhor companhia, depois dos meus livros é claro.
Amo filmes e cinema.
Teatro me fascina.
Odeio errar.
Odeio poucas coisas, prefiro adorar.
Já me falaram que minha marca é meu sorriso.
Gosto de surpresa.
Arrependo-me de pouquíssimas coisas.
Não tenho sorte no amor.
Gosto de dançar.
Gosto de baladas...Mas quando estou afim.
Sou igual a todo mundo.
Sou só assim e um pouquinho mais...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
εïз Quando eu nasci, ninguém me prometeu que daria tudo certo. ninguém me garantiu que meus amores seriam correspondidos,ou que o sucesso andaria sempre junto comigo. ninguém me assegurou que os meus amigos seriam Realmente amigos. e que eu sempre teria dias sensacionais! ninguém me fez acreditar que eu seria capaz de ajudar todas as pessoas queridas que precisassem. que nunca faltaria dinheiro ou que sobraria. ninguém me convenceu de que eu teria sempre tudo o que quisesse. então não posso reclamar de nada! a vida não é contrato, a vida é fato! não me façam ser quem não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente: Sou DIFERENTE! não sei e nunca soube amar pela metade,sou sempre EU mesma! O jeito é ir vivendo.
Não quero planos para meu futuro, quero sonhar com o inatingível. Não sei bem o que quero, mas sei o que vou evitar. Não desistirei sem tentar, ser feliz só depende de mim... portanto acredito em um FINAL feliz. εïз
"♥"... Eu paro para pensar, e vejo que o que eu achava que era perfeito, não é tão perfeito assim. Essa vida, é uma montanha-russa. Sobe e desce todo dia, e mudamos de opinião todo segundo. Por mais rodeada de pessoa que estejamos, a única coisa que nos acompanha são as lembranças, as recordações. Elas estarão sempre no coração ! Está tudo errado mas mesmo que nada esteja como eu quero, vou vivendo e tentando ser feliz, por que isso é o que mais importa!"♥"
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Antes que elas cresçam.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
''Affonso Romano de Sant'Anna''
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