quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Faz muito tempo que eu não escrevo nada (…)

Depois de perceber que o ano corre em direção á linha de chegada, acenando feito uma criança para enfim dar tchau, parei pra fazer uma das coisas que eu mais gosto de fazer : Escrever.
Agora, neste exato momento a página em branco me obriga a puxar qualquer palavra e lentamente, as frases vão se formando dentro da “cachola” e as digito letra por letra, palavra por palavra.
A falta de prática quando deixamos de escrever por um tempo é a mesma sensação de quando ficamos um bom tempo sem exercicio fisico. Nos sentimos ‘enferrujadas’.  
Só somos realmente bons no que fazemos com frequência. 
E faz muito tempo que eu não escrevo nada. Nem sobre mim, nem sobre o que eu penso, muito menos do que eu vivo.
Mas hoje eu tive vontade, hoje eu quis. Quis tentar colocar aqui toda a experiência que este ano 2013 me proporcionou.Mesmo sabendo que não vai dar. Nem se eu fosse Quintana, Fernando Veríssimo ou então a preferida Marthinha.
Tem coisas que foram feitas pra gente sentir, não pra descrever, explicar ou mostrar pros outros. 
Mas depois da onda do facebook, eu sinto mesmo uma necessidade enorme de ‘compartilhar’ tudo que eu acho que os outros possam gostar.
E por onde eu começo? Pela amiga que não era digna deste mundo e foi mais cedo morar no céu? Pelas surpresas boas ou pelas ruins? Pelas histórias que eu ouvi que me fizeram mudar drásticamente meu modo de ver a vida? Pela vida que eu reinvento (e agradeço) toda vez que amanhece? Pelas pessoas que são escolhidas a dedo pelo cara lá de cima pra poder fazer meu mundo mais feliz? Pelo filho que a cada dia cresce de um modo assustador? Pelas pessoas que foram ou pelas que ficaram? Por onde, meu Deus? 
Ta aí, já sei por onde começar: Por Deus.
Porque se eu ainda estou aqui, é porque Ele continua tendo planos pra mim. Porque quando eu o conheci de verdade, não apenas só de ouvir falar, que tudo mudou. E apesar do mundo estar um caos completo, eu ainda encontro refúgio nos braços dele. É por ele que eu tenho esperança.
É só ele que me fortalece, que me surpreende, que me capacita,  que me ensina a perdoar e amar incondicionalmente, que me responde no silêncio, que me faz companhia na solidão,  que entende os meus anseios e medos, que me dá muito mais do que eu mereço, que me ensina a ter uma fé quase que palpável.
Um Deus que eu não vejo, mas que eu sinto sua presença mais do que qualquer outra pessoa que eu consiga ver.
Um Deus que me chama pelo nome. Um Deus que se fortalece nas minhas fraquezas, que me faz ser sensível e que me faz sentir amada.
Se eu tenho algo pra dizer pra você que me lê, é que você precisa ter essa experiência. Você precisa ter um encontro com o criador do céus e da terra. Um Deus que perdoa mas que também é justo. Por mais que ele permita que você passe pelas consequências dos seus erros, ele promete estar junto contigo nisso tudo. 
Depois desse maravilhoso encontro, tudo muda. Nada consegue ser igual. N-a-d-a, definitivamente nada consegue continuar a mesma coisa.  Porque Ele transforma o que era bom, melhor ainda, e se não existe? Ele torna a existência.
Se teu primeiro estado foi pequeno, ele promete te dar o fim que você desejar. 
Mas primeiro, deseje conhecê-lo.

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